sábado, 19 de março de 2011

Estreia hoje o projeto ComunicAÇÃO

Depois de tanto falar... hoje é o dia da estreia do tão esperado projeto ComunicAÇÃO
Tá curioso?
Participe com a gente hoje da missa às 19h.
Contamos com a sua presença!!
Até lá...

sábado, 12 de março de 2011

CONTINUANDO A CONVERSA... CF 2011

O cuidado com as fontes de vida.
Algumas lições de cuidado que o povo de Israel deveria nutrir para com os seres da natureza na Bíblia.

Na Bíblia, um dos livros mais importantes sobre este assunto é o do Deuteronômio.
Este livro reúne leis para vários âmbitos referentes à vida dos israelitas. Prestou para a organização da sociedade na metade do século VII a.C, numa fase posterior a dominação Assíria, e procura contrapor-se aos valores e práticas deste povo imperialista da época.  Nele temos passagens de recomendações expressas sobre o cuidado que as pessoas às quais se dirigia deviam nutrir para com o meio ambiente.
Em Deuteronômio 22,6-7, o texto diz que se alguém encontrar no caminho, sobre a árvore ou na terra, uma ave sobre o ninho com os ovos ou filhotes e tendo necessidade de alimentos, fique com os ovos ou filhotes, mas “livre deixarás a mãe”.
Há uma preocupação com a fonte de vida e com a continuação do processo de reprodução. Na profecia de Isaias contra a Assíria ele, referindo-se a devastação em relação à natureza e outros povos dizia: “A minha mão, como em um ninho apanhou a riqueza dos povos...colhi a terra inteira: não houve ninguém que batesse as asas, ninguém que desse um pio”(Is 10,14).
Já Em Deuteronômio 20,19-20: “quando sitiares uma cidade... não destrua as arvores a golpes de machado; porque poderás comer os frutos. Não derrubes as arvores. Ou as arvores do campo seriam porventura homens para fugirem de tua presença por ocasião do cerco?” Estas passagens expressam uma preocupação com o desmatamento e a devastação de florestas.
Hoje somos uma rede de relações de produção e de consumo. A necessidade de sobrevivência impõe uma intervenção sobre a natureza, na qual os humanos são seres de combustão e alimentam-se de outras formas de vida para a sua própria manutenção.
A consciência de que cada um é parte do problema deve reverter para que cada um seja parte da diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
Existe uma campanha promovida pela 10:10 global, organização fundada em 2009 por Franny Armstrong, diretora do filme-documentário “A era da estupidez”, que apresenta algumas maneiras que contribuem para que a proporção de dióxido de carbono, na atmosfera diminua. Segue algumas destas maneiras:
Ø  Não usar sacolas plásticas;
Ø  Consuma produtos locais: O transporte de produtos consome petróleo e aumenta o efeito estufa;
Ø  Diminuir a temperatura da geladeira no inverno;
Ø  Abra a torneira só quando for preciso e não deixe escorrer água sem motivo.
Ø  Use lâmpadas econômicas;
Ø  Se todo objeto que você usa vai se tornar lixo, faça com que ele dure o máximo e separe ao jogar fora;
Ø  Faça a coleta seletiva: é a contribuição mais importante que você pode dar ao meio ambiente. 
Neste ano, o objetivo da Campanha da Fraternidade é colocar em discussão nas dioceses e comunidades, temas como: mudanças climáticas, efeito estufa, a questão energética, desenvolvimento, preservação da vida, agronegócio, biodiversidade e a água.
Devemos zelar pela natureza não apenas para defender a terra, a água e o ar como dons da criação que pertencem a todos, mas devemos sobretudo proteger o homem da destruição de si mesmo.

Frei Ademir Sanquetti, Pároco

terça-feira, 8 de março de 2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 - Para começo de conversa...


Neste ano, o objetivo da Campanha da Fraternidade é colocar em discussão nas dioceses e comunidades, temas como mudanças climáticas, efeito estufa, a questão energética, desenvolvimento, preservação da vida, agronegócio, biodiversidade e a água.
O cartaz
O cartaz da CF 2011 possui dois planos: ao fundo observa-se uma fábrica que solta fumaça, poluindo e degradando o ambiente e deixando o céu acinzentado.

Logo abaixo, a figura do rio com a água escurecida e suja representa também a parte natural sendo devastada, o que influencia no aparecimento das enchentes e no aumento do nível do mar. Ações estas, provocadas pelo ato errado do homem.
Em contraste a isso, vemos em primeiro plano uma mureta, onde em meio à devastação ainda existe vida. Nela, um pequeno broto e um cipreste (hera), com suas raízes incrustadas criando um micro ecossistema. Ainda insistem em viver mesmo diante de um cenário áspero.
Sendo, portanto, referência ao lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22).

Apesar de todo o sofrimento que a criação enfrenta ao longo dos tempos, de todos os seus 'gritos de dor' – a vida rompe barreiras e nos mostra que ainda existe esperança, representada pela borboleta, que mesmo com uma vida curta, cumpre o seu importante papel no ciclo natural do planeta.
O planeta terra é a nossa casa comum, pela qual todos devemos zelar. O problema é que, ao invés de cuidar, estamos abusando, explorando e destruindo a terra. Não podemos nos calar diante do desmatamento irracional, da poluição das fontes, dos rios e dos mares, da degradação da biodiversidade, da extinção de espécies de animais, da depredação das reservas ecológicas, do acúmulo do lixo, do descarte de resíduos tóxicos, do uso abusivo da terra, da dependência crescente dos combustíveis fósseis, da intoxicação dos alimentos.
            Somos chamados a descobrir na beleza da natureza os sinais do mistério, do amor e da bondade de Deus. São Francisco de Assis eleva o nosso ser a Deus em ação de graças, com o seu cântico das criaturas.
Devemos zelar pela natureza não apenas para defender a terra, a água e o ar como dons da criação que pertencem a todos. Devemos, sobretudo, proteger o homem da destruição de si mesmo.

 Frei Ademir Sanquetti - Pároco