sábado, 24 de outubro de 2015

Mensagem do Pároco - ESPIRITUALIDADE


O termo “espiritualidade” não é só para padres, religiosos e religiosas. É um modo de ser cristão no mundo. “Ser homem ou mulher espiritual” é deixar-se guiar a cada dia pelo espírito de Deus, que em Jesus tornou-se Espírito do ressuscitado, que anima a luta em busca do “novo céu e da nova terra, onde habitará a justiça” (cf. 2Pd 3,13).

Com o Papa Francisco, temos  um novo modo de pensar e viver a espiritualidade cristã. Uma espiritualidade que compreende a solidariedade e os gestos concretos em favor dos pobres e marginalizados. Uma espiritualidade vivida no dia a dia e comprometida com a realidade social, como um modo de ser cristão no mundo. A espiritualidade, nesse sentido, é um caminho estreitamente ligado à vida concreta.

Para nós, a Bíblia é fonte da espiritualidade. É o livro que narra a experiência espiritual de um povo. E o que nela contém é a história de um povo sempre a caminho, em busca de um sentido para a sua vida, em Deus. Um povo que vive momentos de fé, de esperança, de alegria, assim como de incertezas, de infidelidade, de angústia. Como diz o Profeta de Deus: “O espírito penetrou neles, e reviveram, colocando-se de pé. Era um exército imenso” (Ez 37; 1Ob). É esse o Espírito de Deus, que transforma, na história, as realidades de morte em vida. Deixar-se conduzir pelo Espírito de Deus é comprometer-se com situações de vida e entrar na dinâmica de Deus que cria e recria. “Caminhar segundo o espírito é rechaçar a morte (o egoísmo, o desprezo pelos outros, a cobiça, a idolatria) e escolher a vida (o amor, a paz, a justiça)”.É o Espírito também que envia Jesus em mis­são. Lucas, ao apresentar o programa da atividade de Jesus, coloca em sua boca as palavras do profeta Isaías, quando este profetizava que o Messias iria realizar a missão libertadora dos pobres e oprimidos: “O Espírito do Senhor está sobre mim,porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4,18-19).Portanto, mais que “alma elevada” é preciso ter, como Jesus, um “coração de carne” para agir em favor dos mais necessitados. Onde estiver o “coração de carne” ali estará o Espírito de Deus: “Darei para vocês um coração novo, e colocarei um espírito novo dentro de vocês. Tirarei de vocês um coração de pedra, e lhes darei um coração de carne. Colocarei dentro de vocês o meu espírito, para fazer com que vivam de acordo com os meus estatutos e observem e coloquem em prática as minhas normas” (Ez 36,26-27).

Também na família, que é o primeiro lugar onde o ser humano experimenta o amor, ou, pelo contrário, pode se ver frustrado nessa experiência. Lugar onde um grupo de pessoas compartilha as alegrias e esperanças, as tristezas, os cansaços, as angústias e as dificuldades diárias. A espiritualidade familiar é o caminho em que o homem e a mulher percorrem juntos com os filhos, buscando viver o evangelho nas relações entre si, para enfrentar e superar os problemas.A espiritualidade, então, é se libertar da visão consumista do tempo livre. É preciso fazer dele verdadeiro lugar da experiência de Deus e de relacionamento humano, gratuito. Mais do que nunca, é preciso recuperar e proporcionar a todos o tempo livre entendido na linha da gratuidade, no qual o sentido da festa e do encontro com Deus e com o próximo são os aspectos mais importantes. E da família para a igreja, comunidade,lugar da partilha entre os membros que a formam, a qual se expressa em gestos concretos “para fora”, na missão. É o lugar da celebração da Eucaristia. É onde se reparte o pão, as alegrias, as esperanças, bem como as dificuldades, as dores, as angústias, as tristezas.

O cristão é chamado a viver no seu dia a dia esta mística do amor da forma como Jesus viveu, mística entendida como motor secreto de todo compromisso, aquele entusiasmo que anima permanente­mente o militante, aquele fogo interior que alenta as pessoas na monotonia das tarefas cotidianas e, por fim, permite manter a soberania e a serenidade nos equívocos e nos fracassos.  No que se refere a espiritualidade, fica a certeza de que é na realidade diária que cada agente de pastoral, cada cristão é chamado a viver em comunhão com Deus, a entrar na dinâmica do Espírito Criador, que o anima no compromisso com o mundo e o leva a transformar as situações de morte em vida, como fez Jesus.“Toda a criação geme e sofre dores de parto até agora. E não somente ela, mas também nós, que possuímos os primeiros frutos do Espírito, gememos no íntimo, esperando a adoção, a libertação para o nosso corpo” (Rm 8,22-23), a libertação dos corpos sofridos, dos excluídos, de todos os que esperam resgatar sua dignidade, que nasce da espiritualidade cristã vivida concretamente na história.

Abraços a todos,
Frei Ademir Sanquetti



Padroeiros de novembro


Confira um pouco da história de Santa Cecília e Nossa Senhora das Graças, padroeiros dos nossos setores que são comemorados em novembro

Por Frei Ademir Sanquetti
Colaboração: Isabela Gaspar 

22 de Novembro –Santa Cecilia
Santa Cecília.Cecília era uma jovem e bela romana nascida no século II. Foi prometida em casamento ao jovem Valeriano. No dia das núpcias confessou ao noivo que havia consagrado sua pureza a Jesus Cristo e que um anjo guardava sua virgindade.Valeriano, que era ateu, disse que respeitaria sua vontade, desde que ele visse o tal anjo. Cecília então pediu que ele procurasse o bispo Urbano para que fosse batizado e purificado. Seguindo as instruções da noiva, Valeriano tornou-se cristão e teve a visão do anjo. O casal passou então a professar junto a fé cristã, tendo convertido também Tibúrcio, irmão de Valeriano.
Cecília foi presa ao enterrar o corpo do cunhado e do marido. Como era muito popular em Roma, por sua ajuda aos pobres, foi decidido que ela seria morta em sua casa, para evitar protestos. Prenderam-na em um quarto de banhos quentes para que morresse asfixiada, mas o que aconteceu surpreendeu a todos e valeu a Cecília o título de padroeira dos músicos. Durante três dias e três noites Cecília ficou entoando cantos de louvor a Deus. Intrigados com tamanha resistência, os algozes a tiraram de lá para degolá-la. Por três vezes a tentativa do algoz falhou e ela foi deixada para morrer agonizando, já que pela lei romana esse era o número máximo de vezes em que se poderia tentar a degola. Cecília perdeu as cordas vocais e levou ainda um tempo para morrer, mas seus cânticos ainda podiam ser ouvidos.

27 de Novembro –Nossa Senhora das Graças

Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.
Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: "A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: 'Este globo  representa o mundo inteiro (...) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem’. Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. ...Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: 'Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.’
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças", por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: "Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens."





domingo, 11 de outubro de 2015

Festa de Nossa Senhora Aparecida em Agudos


Nesta segunda-feira (12), com carreata que sairá do Setor São Francisco de Assis, às 17h


A Paróquia São Paulo Apóstolo de Agudos celebra, nesta segunda-feira (12), a Festa de Nossa Senhora Aparecida. A festividade é organizada pelo setor Nossa Senhora Aparecida da Paróquia, que já se preparou para homenagear a padroeira do Brasil com novena e quermesse, desde o dia 3 de outubro.

A tradicional festa do dia 12 tem início às 17h com carreata que sairá do setor São Francisco de Assis (Rua Arsênio De Conti, 15, Jardim Cruzeiro) e percorrerá todos os setores que compõem a Paróquia São Paulo até o setor Nossa Senhora Aparecida (Rua Dionísio Dalberto, 21, Parque Pampulha), local onde será realizada procissão e Missa festiva, a partir das 18h.