quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comunicação e religiãonão só na rima


 Isabela Gaspar

As estratégias para a aproximação com o fiel torna a Igreja Católica cada vez mais dependente da comunicação, principalmente para firmar e propagar o “Reino de Deus”, tendo como ícone e precursor Jesus Cristo.
            Ainda assim, nota-se durante a trajetória de comunicação e religião que tudo nem sempre foi como era esperado. Muitas vezes, a Igreja Católica possuía veículos de comunicação despreparados e precários.
            As informações produzidas pela Igreja vinham sempre acompanhadas da falta de recursos e investimentos no setor. O papa Paulo VI chegou a mencionar que os meios (de comunicação) da Igreja “incomunicavam”, falavam por si mesmos e não eram atualizados.
            Contudo, além dos problemas que existiam na comunicação religiosa, surgiram e ainda estão surgindo conceitos e proposições de evangelização por meio das novas mídias, o que transporta a um caminho de perspectivas para este cenário.
            Há o desafio da Igreja em evangelizar um mundo rico de potencialidades comunicativas, equilibrando o conhecimento milenar e os rituais tradicionais com as exigências da modernidade: simples e veloz.
            É neste espaço que se destaca a chamada PasCom (Pastoral da Comunicação), que desenvolve ações de comunicação para a Igreja Católica com a participação de jornalistas, relações públicas, publicitários e demais leigos interessados no assunto. Trabalho responsável e com a preocupação sempre de inovar, pois a religião não pode ficar para trás.
            Esta premissa leva a entender que as atividades de comunicação para a Igreja Católica tendem a trazer benefícios a este segmento e um avanço para inserir as ações das assessorias de comunicação prestando serviços à comunicação religiosa, o que talvez seja um futuro setor em expansão.
            Falando ainda em novas mídias, coloca-se a internet como forte aliada deste processo. Ela poderá trazer subsídios favoráveis para a promoção da imagem da Igreja perante as redes sociais existentes hoje: Facebook e Twitter, entre outras.
            O ideal é sempre inserir a instituição nestes meios, fazendo com que ela possua uma linguagem atualizada.
            Comunicar não é apenas realizar atividades que dizem respeito à comunicação, mas sim manter um controle e feedback de tudo que foi planejado e executado. Principalmente na Igreja Católica, detentora de rituais e práticas milenares que exigem entendimento e explicação correta dos fatos.
            Assim, a internet poderá incrementar e auxiliar na propagação das atividades comunicacionais realizadas na instituição, tornando-se um imprescindível instrumento de trabalho.
            Cabe à Igreja Católica manter, desta forma, uma “cabeça” moderna e atualizada nas tendências mundiais, prevalecendo sempre seus preceitos religiosos já existentes. Dessa forma as coisas terão mais valor, pois se une o que era antigo às coisas novas, agrega público de interesse e transmite uma imagem de organização.              
            Comunicação e religião andam juntas sim, não só na rima, mas principalmente no que tange à inovação das práticas comunicacionais. É importante e aumenta cada vez mais a credibilidade da instituição.


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